O varejo alimentar já opera sob pressão constante. Além disso, lida diariamente com margens apertadas, compras que não param de subir, concorrência intensa e consumidores cada vez mais sensíveis ao preço. No entanto, a chegada do split payment muda novamente as regras do jogo — agora com impacto direto no caixa das redes de supermercados, atacarejos e lojas de conveniência.
Por isso, entender o novo modelo é essencial para atravessar 2026 com segurança. Dessa forma, o que antes era apenas uma escolha de gestão — como organizar o fluxo de caixa e projetar o capital de giro — agora se torna uma exigência estrutural. Afinal, o imposto será retido automaticamente no momento da venda, reduzindo a entrada de caixa e exigindo previsibilidade real.
No texto sobre fluxo de caixa no varejo, a MaxUp já mostrou que o caixa é o sistema circulatório da operação. Assim, compreender a lógica do split payment se torna ainda mais importante, uma vez que essa mudança altera diretamente a dinâmica financeira das empresas.
1. O que é o split payment e por que ele muda o jogo para o varejo
O split payment é um modelo de arrecadação em que os impostos sobre consumo deixam de ser pagos posteriormente e passam a ser retidos automaticamente no momento da liquidação da venda. Dessa forma, o governo recebe antes da empresa, o que reduz imediatamente a entrada de caixa no varejo.
Hoje, o supermercado recebe o valor integral e paga o imposto depois. No split payment, porém, parte do valor vai diretamente para o governo no ato da venda. Por outro lado, a operação precisa se adaptar rapidamente, porque a retenção será automática e independe das rotinas internas.
Essa mudança faz parte da Reforma Tributária aprovada em 2023, que cria a CBS e o IBS. Além disso, o governo tem divulgado atualizações frequentes, disponíveis em:
Portal do Ministério da Fazenda.
2. Reforma Tributária: quando o split payment entra em vigor
Segundo o governo federal, o split payment será implementado gradualmente entre 2026 e 2033. Além disso, a primeira fase envolve testes do sistema nacional de arrecadação e integração com meios de pagamento.
Os impostos CBS e IBS funcionarão em uma plataforma digital que fará automaticamente a divisão do valor entre empresa e governo. Assim, a adaptação tecnológica será tão importante quanto o ajuste financeiro.
3. Como o novo modelo afeta o caixa dos supermercados
O impacto central está na redução da entrada de caixa por venda. Se uma venda de R$ 100 gera R$ 12 de impostos, hoje o varejo recebe R$ 100. No split payment, entretanto, receberá apenas R$ 88 — o restante será transferido automaticamente ao governo. Portanto, o caixa líquido por operação diminui.
No varejo alimentar, cada centavo de caixa faz diferença para manter o estoque cheio e a operação funcionando sem ruptura.
Esse efeito se amplifica porque o varejo depende de volume e opera com margens baixas. Além disso, qualquer variação na entrada de caixa impacta diretamente:
- reposição de estoque;
- pagamento de fornecedores;
- negociação com indústrias;
- fluxo de caixa projetado;
- capital de giro necessário para operar.
Assim, redes que já enfrentam dificuldades de caixa sentirão uma pressão ainda maior. Por outro lado, quem se prepara com antecedência reduz significativamente o risco operacional.
4. O impacto nas compras, estoque e relação com fornecedores
Com menos caixa na entrada, o ciclo de compra e reposição muda de forma imediata. Dessa forma, o varejo pode ter:
- mais dificuldade para manter níveis de estoque;
- menos poder de negociação com a indústria;
- maior risco de ruptura;
- maior dependência de crédito.
Além disso, fornecedores que já trabalham com prazos curtos podem pressionar ainda mais. Assim, o split payment não impacta apenas o financeiro — ele altera toda a dinâmica operacional da loja.
5. Por que redes com margem apertada serão as mais afetadas
Supermercados independentes e redes com margens muito baixas sentirão o impacto primeiro. Isso ocorre porque, com pouca folga no caixa, qualquer retenção altera o funcionamento cotidiano da operação.
- operações com CMV elevado terão menos colchão de segurança;
- redes que compram à vista sentirão mais a retenção;
- empresas sem conciliação, fluxo e DRE estruturados correm risco maior.
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Veja como a MaxUp prepara supermercados para operar com previsibilidade e segurança no split payment.
6. O que disse Gabriel Junqueira sobre o impacto real no caixa
No Podcast Gestão 360°, o especialista Gabriel Junqueira explicou de forma direta o impacto do novo modelo. Segundo ele:
“O governo agora virou um fornecedor à vista.”
“Se você não tiver reserva de caixa, o caixa da sua empresa vai acabar em pouco tempo.”
Além disso, entidades do varejo também acompanham o tema, como o InfoVarejo:
infovarejo.com.br.
7. O que o varejo alimentar precisa fazer urgentemente para 2026
Para evitar riscos, é essencial agir antes da virada. Dessa forma, as redes precisam:
- Revisar capital de giro;
- Redesenhar o fluxo de caixa;
- Ajustar processos de compras;
- Negociar prazos antes de 2026;
- Implementar dashboards confiáveis;
- Estruturar controladoria sólida;
- Rever margens e política comercial.
Sem previsibilidade, o varejo opera no escuro. Com controladoria, ele enxerga o futuro com segurança.
8. Como a MaxUp prepara supermercados para operar no novo modelo
A MaxUp estrutura seus projetos considerando a nova realidade do varejo. Além disso, nossa metodologia garante:
- DRE, fluxo de caixa e bancos que batem;
- Rotina forte de tesouraria;
- Conciliações confiáveis;
- Processos sólidos de compras;
- Dashboards claros e práticos;
- Governança financeira e rotina de gestão.
Assim, enquanto outras empresas ainda tentam entender a mudança, quem se prepara antes sai à frente.
9. Conclusão estratégica
O split payment representa uma das maiores mudanças já vistas no varejo alimentar. Além disso, exige caixa, previsibilidade e gestão — exatamente o que diferencia uma empresa que cresce de uma empresa que apenas sobrevive.
Crescer é bom. Crescer com controle é estratégia.
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